sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Moptop

Além de ser o nome dado ao corte de cabelo dos Beatles, Moptop é uma banda de rock alternativo formada no Rio de Janeiro, em 2003. A banda alcançou algum sucesso comercial, com aparições na MTV e músicas tocando nas estações de rádio. No entanto, faz algum tempo que a banda encontra-se em um hiato.
Em seu álbum de estréia, Moptop (2006), é fácil perceber influencias de Strokes, The Killers, Arctic Monkeys, e outras bandas do gênero. 


O disco contém doze faixas bem trabalhadas, com instrumental bem elaborado e letras de fácil assimilação. Destaque especial para as faixas: O rock acabou, Sempre igual, e Seja até o fim.

Faixas:
  1. Uma Chance 
  2. Paris
  3. O Rock Acabou
  4. Ninguem Pra Te Esquecer 
  5. Bem Melhor 
  6. Moonrock 
  7. Sempre Igual
  8. Tão Certo 
  9. Melhor Nem Vir 
  10. Lugar Qualquer
  11. Seja Até O Fim 
  12. Leve Demais


"Mas é tudo igual
Tudo é sempre igual"

domingo, 2 de setembro de 2012

Uma grata surpresa

Olá pessoal! Tempos sem postar né? A rotina deu uma bela de uma mudada e o tempo não me é tão mais disponível quanto antes... mas a música insiste em pulsar em minhas veias - cada vez mais - a cada dia!

A obra de hoje vem de uma artista que eu só conhecia uma música até pouco tempo atrás e acabei me encantando com as belas produções musicais, suavidade vocal e aquele charmoso sotaque francês, apesar de a mesma ter nascido em solo italiano.



Falo de Carla Bruni, nascida em Turim (23 de Dezembro de 1967)tendo exercido a profissão de modelo entre os anos de 1987 e 1998. Esteve na primeira geração de supermodelos internacionais e também se relacionou com alguns dos maiores astros do rock como Eric Clapton e Mick Jagger!




Estreou na carreira musical após se "aposentar" como modelo, lançando seu primeiro álbum em 2002, intitulado Quelqu'un m'a dit todo cantando em francês. Vale lembrar que ela também canta em inglês nos trabalhos posteriores de sua carreira.

Um disco muito bem produzido que passeia entre o blues e o jazz, passa a impressão de um acústico com excelentes arranjos e de uma qualidade impecável. Me impressionou como as frases e solos são bem intercalados. Digamos que é um CD difícil de se enjoar!

Vamos às faixas:

1 - 
Quelqu'un m'a dit
2 - Raphaël
3 - Tout le monde
4 - La noyée
5 - Le toi du moi
6 - Le ciel dans une chambre

7 - J'en connais 
8 - Le plus beau du quartier 
9 - Chanson triste
10 - L'excessive
11 - L'amour
12 - La dernière minute

Esse trabalho me faz crer ainda mais que a música não tem fronteiras e nem barreiras. Ouvir um álbum sem entender uma sequer palavra e conseguir sentir a mensagem de cada música é algo incrível. Méritos para os músicos presentes no estúdio e pela impecável voz de Carla, doce e delicada.

Poucas vezes sinto dificuldade em escolher uma faixa que se sobreponha em um trabalho, mas nesse não consegui fazê-lo. Optei por disponibilizar a faixa título que ficou "famosa" aqui na terra do pão de queijo em uma campanha do Hospital Mário Penna. Com vocês, Quelqu'un m'a dit:





Só posso dizer uma coisa antes de finalizar: apreciem sem moderação!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Nostalgia

Não é legal ficar tanto tempo sem atualizações...

"A gente não jurava mais nada
 e só bebia pra esquecer"

sábado, 4 de agosto de 2012

The Trinity Session

E vamos para minha segunda contribuição aqui:


Cowboy Junkies é uma banda de rock alternativo, tem origem no Canadá é formada por três irmãos da família Timmins, e pelo baixista Alan Anton, que é de outra família J. Conheci por acaso, em uma comunidade sobre rock no antigo e esquecido Orkut. Foi uma grata surpresa.


The Trinity Session (1988) foi gravado em uma única sessão, com apenas um microfone, na igreja da Santíssima Trindade (Holy Trinity Church) em Toronto. E traz uma mistura de composições próprias e versões de antigos sucessos americanos, tais como Sweet Jane, do The Velvet Underground e I’m so lonesome I could cry, de Hank Williams.

Impossível ouvir as músicas e não se sentir embalado pela voz aveludada da vocalista Margo Timmins. Além de uma voz especial, o uso certeiro do bandolim, rabeca, guitarra slide, gaita e acordeão completam a qualidade do trabalho. Não bastasse tudo isso, fizeram uma nova versão de Blue moon, mudando a letra e mantendo o refrão do Elvis.

A impressão é de um produto bem polido, suave do início ao fim, sem nenhuma aresta que possa arranhar os ouvidos.

É um som pra ouvir a dois, preferencialmente à luz de velas.

The Trinity Session:

01. Mining For Gold
02. Misguided Angel
03. Blue Moon Revisited (Song For Elvis)
04. I Don't Get It
05. I'm So Lonesome I Could Cry
06. To Love Is To Bury
07. 200 More Miles
08. Dreaming My Dreams With You
09. Working on a Building
10. Sweet Jane
11. Postcard Blues
12. Walking After Midnight

"Misguided angel hangin' over me
Heart like a Gabriel, pure and white as ivory
Soul like a Lucifer
Black and cold like a piece of lead
Misguided angel, love you 'til I'm dead"

Acústico com emoção

Aproveitando o pique, vamos com mais uma obra! Dessa vez um pouco mais recente ( 20 anos atrás!), da série MTV Unplugged, conhecido como Acústico MTV no Brasil.


O personagem central desta vez é ninguém menos que Eric Clapton, o Slowhand, agraciado com três indicações ao Rock'n'Roll Hall of Fame, no ano de 1992 por sua obra junto ao The Yardbirds, em 1993 com o Cream e finalmente nos anos 2000 por sua carreira solo. Também  eleito o quarto melhor guitarrista de todos os tempos da Revista Rolling Stone.


Tem como influência grandes nomes do blues norte americano, sendo eles Freddie King, B.B. King, Albert King, Buddy Guy e principalmente Robert Johnson (aquele que inaugurou a maldição dos 27 anos, e dizem ter vendido a alma ao diabo para aprender a tocar violão).
Sobre o álbum, temos muito o que falar!



Clapton recebeu 6 Grammy com o álbum, 3 com a canção Tears In Heaven, composta em decorrência da morte de seu filho Conor em agosto de 1991. Podemos sentir a tristeza do guitarrista ao executar a canção. Forma maravilhosa de homenagem a um ente que se foi!

Além desta, temos como destaque a versão acústica de Layla, que relata um dos casos de triangulo amoroso mais marcantes da história do rock, envolvendo Clapton, Pattie Boyd e George Harrison! Dessa época surgiram clássicos como Something (composta por George na época dos Beatles) e a própria Layla, que dizem ser o codinome que Eric deu a Pattie. Essa história toda vai ser relatada em um post futuro!
O álbum foi elencado em 9º lugar entre os 100 melhores álbuns britânicos de todos os tempos, ficando entre Number of the Beast, do Iron Maiden e Core do Stone Temple Pilots. Outra curiosidade é que um dos violões utilizado por Clapton durante a apresentação um Martin, modelo 000-42 (o que aparece na capa) foi vendido em um leilão pela bagatela de $791,500 dólares!


Faixas:

01 - Signe

02 - Before You Accuse Me
03 - Hey Hey
04 - Tears in Heaven
05 - Lonely Stranger
06 - Nobode Knows You When You're Down
07 - Layla
08 - Running on Faith
09 - Walking Blues
10 - Alberta
11 - San Francisco Bay Blues
12 - Malted Milk
13 - Old Love
14 - Rollin' and Tumblin'

Fiquem com a bela versão de Tears in Heaven:




Outro comentário importante: há a versão desse álbum em DVD que vale muito a pena, muito bacana ver Clapton "brincando" com seu instrumento! Inspirador!
Uma experiência de blues em sua origem, sem guitarras, "só" o poder vocal e o do violão e claro muito sentimento!

Os Afro-sambas

Olá pessoal!



Depois de um tempo sem postar, vamos trabalhar um pouco né?


O álbum de hoje pode ser considerado um marco na Música Popular Brasileira! Nos idos anos de 1966 era lançado Os Afro-sambas, uma parceria entre o violonista Baden Powell (1937 - 2000) e o multi facetado - diplomata, poeta, dramaturgo, jornalista, e compositor - Vinicius de Moraes (1913-1980).



O diálogo entre o erudito e popular se faz presente nessa obra, com marcações rítmicas vindas dos terreiros do Candomblé e das rodas de capoeira baianas e a erudição musical e poética apresentadas por Baden e Vinícius.

Como dito pelo próprio Vinícius na contra-capa do disco:  "Essas antenas que Baden tem ligadas para a Bahia e, em última instância para a África, permitiram-lhe realizar um novo sincretismo: carioquizar dentro do espírito do samba moderno, o candomblé afro brasileiro dando-lhe ao mesmo tempo uma dimensão mais universal (...) nunca os temas negros de candomblé tinham sido tratados com tanta beleza, profundidade e riqueza rítmica (...) é esta sem dúvida a nova música brasileira e a última resposta que da o Brasil, esmagadora à mediocridade musical em que se atola o mundo. E não digo na vaidade de ser letrista dos mesmos; digo-o em consideração a sua extraordinária qualidade artística, à misteriosa trama que os envolve: um tal encantamento em alguns que não há como sucumbir à sua sedução, partir em direção ao seu patético apelo" (Grifo de Luiz Américo Lisboa Junior, historiador e pesquisador da história da MPB)


Contra-capa com prefácio de Vinicius de Moraes

É interessante perceber como o poetinha já dizia da "esmagadora mediocridade musical" em temos remotos... pobres de seus ouvidos se estivesse ouvindo cada coisa que chamam de música hoje em dia...

Faixas:

01 - Canto de Ossanha
02 - Canto de Xangô

03 - Bocoché
04 - Canto de Iemanjá
05 - Tempo de Amor
06 - Canto de Pedra Preta
07 - Tristeza e Solidão
08 - Lamento de Exu
Considero Canto de Ossanha uma das canções que mais se destacam no álbum, segue versão apresentada por Vinícius, Tom Jobim, Toquinho e Miuxa:



Se por ventura você tiver essa obra em vinil guardada em casa, pode se considerar uma pessoa de sorte! Podemos encontrá-la sendo vendida por valores próximos a R$250! Essa obra certamente se inclui naquelas que devemos ouvir antes de morrer!

sábado, 28 de julho de 2012

Uma mistura que deu (muito) certo!


Olá pessoal! Seguindo para a nova postagem, variando um pouco o estilo musical!



Hoje vamos falar do álbum Summit - Reunión Cumbre de 1974, um trabalho em parceria do argentino Astor Piazzolla e do norte americano Gerry Mulligan. Uma bela parceria entre o tango e o jazz.



Tanto o tango como o jazz tem a origem na cultura negra sendo o primeiro originário da Região do Rio da Prata - sendo executado em prostíbulos de Buenos Aires e Montevidéu - e o segundo de Nova Orleãs - berço do jazz, do rhythm and blues e do próprio blues.

Sobre Piazzolla (1921 - 1992), podemos dizer que foi o compositor de tango mais importante da segunda metade do século XX, teve sua instrução musical em Nova Iorque e sofreu influências do jazz, e chegou a ser criticado pelos tocadores de tango mais ortodoxos. Seu instrumento o bandoneón é tocado com harmonia e timbre diferentes dos tangos ditos clássicos. Também inovou na forma de tocar o instrumento, sendo este feito em pé, em oposição aos tocadores antigos que o faziam sentados.

Mulligan (1927 -1996) foi um exímio saxofonista, sendo considerado uma das principais figuras do cool jazz, sendo responsável pela criação do primeiro quarteto de jazz que não contava com um pianista. Podemos destacar a agilidade e grande capacidade de improvisação como características de seu trabalho.

Sobre o álbum:

01 - Hace 20 Años (20 Years Ago)
02 - Cerra Tus Ojos y Escucha (Close Your Eyes And Listen)
03 - Años de Soledad
04 - Deus Xango
05 - 20 Anõs Después (20 Years After
)
06 - Aire de Buenos Aires (Mulligan)
07 - Reminiscence
08 - Reunion Cumbre


Destaco a faixa 20 Años Después onde podemos perceber a marcação forte do bandoneón de Piazzolla juntamente com o cool sax de Mulligan. Digno de se apreciar a meia luz...

Segue:





Não poderia sair desse post sem indicar uma obra clássica de cada um dos músicos né?


Astor Piazzolla - Adiós Nonino





Gerry Mulligan - Night Lights



Euforia e melancolia


Minha primeira postagem no blog, e pensando sobre qual disco iria escrever, lembrei de um disco que estava meio perdido na minha memória, mas que é sempre especial quando ouço.

Chris Cornell é um cara inquieto. Estourou no Soundgarden nos anos 90, se aventurou em carreira solo, formou o Audioslave, carreira solo de novo, e por último, voltou com o Soundgarden. Em meio a isso tudo, ainda achou tempo pra homenagear um amigo, com o Temple of the dogs.




Entre erros e acertos gravou o disco Euphoria Morning (1999), seu primeiro trabalho solo e uma obra prima. Disco lindo, com 12 canções com a marca registrada do cara, uma voz poderosa e bastante lirismo nas composições.
Nesse disco ele decepcionou quem esperava uma continuação da barulheira feita na época com o Soundgarden. Em Euphoria Morning Cornell nos apresenta um rock mais trabalhado, com um toque de melancolia, explorando todo o potencial de sua voz (acreditem, é muita coisa).

Suas canções transitam entre estilos mais leves e românticos aos sons pesados que Cornell trouxe dos tempos de grunge. Algumas faixas merecem menção especial, Preaching the end of the world, com seus versos maravilhosos, Sweet euphoria, outra pequena poesia com uma produção minimalista, e aquela que eu considero o ponto alto do disco, Disappearing one, que começa lenta cresce absurdamente em emoção.

Euphoria Morning:

  1. Can't change me
  2. Flutter girl
  3. Preaching the end of the world
  4. Follow my way
  5. When I'm down
  6. Mission
  7. Wave goobye
  8. Moonchild
  9. Sweet euphoria
  10. Disappearing one
  11. Pillow of your bones
  12. Steel rain


"There will be no commitment and no confessions
And no little secrets to keep
No little children or houses with roses just the
end of the world and me"

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Um certo início...

Olá pessoal! Começamos esse blog pra falar de um assunto que proporciona entretenimento às pessoas em todo canto do mundo, e este assunto é: a música!

Sabemos que há diversos sites e blogs que tratam do assunto de forma profissional então utilizaremos esta ferramenta para compartilhar com vocês um pouco de nossos gostos e discutir um pouco a obra de diversos artistas que podem ser conhecidos do público e até mesmo alguns trabalhos que são mais underground, de bandas nem tão conhecidas...

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Trabalho árduo é este de pensar no conteúdo da primeira postagem de um blog, ainda mais quando se leva em conta a diversidade de gêneros musicais e de obras que podem ser trabalhadas.

Levando isso em conta vou falar de uma banda que tenho escutado com uma certa frequência que é o Lynyrd Skynyrd. Como se trata de um começo, vou falar um pouco do álbum de estréia dos caras intitulado "Pronounced 'lĕh-'nérd 'skin-'nérd" de 1973 que é considerado por muitos o melhor disco da banda e conta com clássicos como: Tuesday's Gone, Simple Man e o hino Free Bird.


A banda se encaixa no gênero do southern rock, que sofre influências da música country norte americana além do rock e blues. Percebe-se de forma clara influência desses estilos no desenrolar do álbum.

Agora vamos as faixas:

01- I Ain't the one
02 - Tuesday's Gone
03 - Gimme Three Steps
04 - Simple Man
05 - Things Goin' On
06 - Mississippi Kid
07 - Poison Whiskey
08 - Free Bird

O mais interessante da obra é a quantidade de estilos que podemos encontrar durante a execução, com destaque para a alternância de estilo presente nas quatro primeiras faixas. Vai de um bom rock'n'roll para uma baladinha em sequencia, bem interessante! Já na quinta e sexta faixas, percebemos a influência do country com destaque para Mississippi Kid que tem uma gaitinha muito massa! E o som prossegue com Poison Whiskey tendo um som mais e uma temática mais pesados.

E para o grand finale temos Free Bird! Música que não merece ser comentada, somente apreciada:







Encerro aqui a primeira postagem no blog e espero que vocês gostem!