sábado, 28 de julho de 2012

Uma mistura que deu (muito) certo!


Olá pessoal! Seguindo para a nova postagem, variando um pouco o estilo musical!



Hoje vamos falar do álbum Summit - Reunión Cumbre de 1974, um trabalho em parceria do argentino Astor Piazzolla e do norte americano Gerry Mulligan. Uma bela parceria entre o tango e o jazz.



Tanto o tango como o jazz tem a origem na cultura negra sendo o primeiro originário da Região do Rio da Prata - sendo executado em prostíbulos de Buenos Aires e Montevidéu - e o segundo de Nova Orleãs - berço do jazz, do rhythm and blues e do próprio blues.

Sobre Piazzolla (1921 - 1992), podemos dizer que foi o compositor de tango mais importante da segunda metade do século XX, teve sua instrução musical em Nova Iorque e sofreu influências do jazz, e chegou a ser criticado pelos tocadores de tango mais ortodoxos. Seu instrumento o bandoneón é tocado com harmonia e timbre diferentes dos tangos ditos clássicos. Também inovou na forma de tocar o instrumento, sendo este feito em pé, em oposição aos tocadores antigos que o faziam sentados.

Mulligan (1927 -1996) foi um exímio saxofonista, sendo considerado uma das principais figuras do cool jazz, sendo responsável pela criação do primeiro quarteto de jazz que não contava com um pianista. Podemos destacar a agilidade e grande capacidade de improvisação como características de seu trabalho.

Sobre o álbum:

01 - Hace 20 Años (20 Years Ago)
02 - Cerra Tus Ojos y Escucha (Close Your Eyes And Listen)
03 - Años de Soledad
04 - Deus Xango
05 - 20 Anõs Después (20 Years After
)
06 - Aire de Buenos Aires (Mulligan)
07 - Reminiscence
08 - Reunion Cumbre


Destaco a faixa 20 Años Después onde podemos perceber a marcação forte do bandoneón de Piazzolla juntamente com o cool sax de Mulligan. Digno de se apreciar a meia luz...

Segue:





Não poderia sair desse post sem indicar uma obra clássica de cada um dos músicos né?


Astor Piazzolla - Adiós Nonino





Gerry Mulligan - Night Lights



Euforia e melancolia


Minha primeira postagem no blog, e pensando sobre qual disco iria escrever, lembrei de um disco que estava meio perdido na minha memória, mas que é sempre especial quando ouço.

Chris Cornell é um cara inquieto. Estourou no Soundgarden nos anos 90, se aventurou em carreira solo, formou o Audioslave, carreira solo de novo, e por último, voltou com o Soundgarden. Em meio a isso tudo, ainda achou tempo pra homenagear um amigo, com o Temple of the dogs.




Entre erros e acertos gravou o disco Euphoria Morning (1999), seu primeiro trabalho solo e uma obra prima. Disco lindo, com 12 canções com a marca registrada do cara, uma voz poderosa e bastante lirismo nas composições.
Nesse disco ele decepcionou quem esperava uma continuação da barulheira feita na época com o Soundgarden. Em Euphoria Morning Cornell nos apresenta um rock mais trabalhado, com um toque de melancolia, explorando todo o potencial de sua voz (acreditem, é muita coisa).

Suas canções transitam entre estilos mais leves e românticos aos sons pesados que Cornell trouxe dos tempos de grunge. Algumas faixas merecem menção especial, Preaching the end of the world, com seus versos maravilhosos, Sweet euphoria, outra pequena poesia com uma produção minimalista, e aquela que eu considero o ponto alto do disco, Disappearing one, que começa lenta cresce absurdamente em emoção.

Euphoria Morning:

  1. Can't change me
  2. Flutter girl
  3. Preaching the end of the world
  4. Follow my way
  5. When I'm down
  6. Mission
  7. Wave goobye
  8. Moonchild
  9. Sweet euphoria
  10. Disappearing one
  11. Pillow of your bones
  12. Steel rain


"There will be no commitment and no confessions
And no little secrets to keep
No little children or houses with roses just the
end of the world and me"

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Um certo início...

Olá pessoal! Começamos esse blog pra falar de um assunto que proporciona entretenimento às pessoas em todo canto do mundo, e este assunto é: a música!

Sabemos que há diversos sites e blogs que tratam do assunto de forma profissional então utilizaremos esta ferramenta para compartilhar com vocês um pouco de nossos gostos e discutir um pouco a obra de diversos artistas que podem ser conhecidos do público e até mesmo alguns trabalhos que são mais underground, de bandas nem tão conhecidas...

________________________________________________________________________

Trabalho árduo é este de pensar no conteúdo da primeira postagem de um blog, ainda mais quando se leva em conta a diversidade de gêneros musicais e de obras que podem ser trabalhadas.

Levando isso em conta vou falar de uma banda que tenho escutado com uma certa frequência que é o Lynyrd Skynyrd. Como se trata de um começo, vou falar um pouco do álbum de estréia dos caras intitulado "Pronounced 'lĕh-'nérd 'skin-'nérd" de 1973 que é considerado por muitos o melhor disco da banda e conta com clássicos como: Tuesday's Gone, Simple Man e o hino Free Bird.


A banda se encaixa no gênero do southern rock, que sofre influências da música country norte americana além do rock e blues. Percebe-se de forma clara influência desses estilos no desenrolar do álbum.

Agora vamos as faixas:

01- I Ain't the one
02 - Tuesday's Gone
03 - Gimme Three Steps
04 - Simple Man
05 - Things Goin' On
06 - Mississippi Kid
07 - Poison Whiskey
08 - Free Bird

O mais interessante da obra é a quantidade de estilos que podemos encontrar durante a execução, com destaque para a alternância de estilo presente nas quatro primeiras faixas. Vai de um bom rock'n'roll para uma baladinha em sequencia, bem interessante! Já na quinta e sexta faixas, percebemos a influência do country com destaque para Mississippi Kid que tem uma gaitinha muito massa! E o som prossegue com Poison Whiskey tendo um som mais e uma temática mais pesados.

E para o grand finale temos Free Bird! Música que não merece ser comentada, somente apreciada:







Encerro aqui a primeira postagem no blog e espero que vocês gostem!